Um incêndio atingiu o lixão municipal de Serra do Salitre na manhã deste domingo (20 de setembro). A queimada provocou uma densa fumaça que pôde ser vista a distância a partir de pontos da cidade, gerando desconforto e problemas respiratórios em moradores de áreas próximas.
A denúncia chegou à redação do Jornal Serralitrense por meio de registros de um morador local. Segundo o relato do morador, a presença da fumaça acumulada durante a madrugada dificultou a respiração das famílias nas imediações.
“Essa noite foi difícil de respirar aqui”, relatou o morador, cobrando providências e fiscalização por parte das autoridades públicas.
Suspeita de ato criminoso
Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente, Augusto Peres Arruda, esclareceu que a administração pública não realiza a queima de resíduos no local. De acordo com o gestor, as características do fato indicam que a queimada possa ter sido provocada de forma intencional por terceiros.
“A gente não sabe a fonte, a origem de quem colocou fogo, mas provavelmente é uma pessoa mal-intencionada que está incomodada com o lixo e colocou fogo. Pois nem estamos registrando focos naturais de queimada na região no momento”, destacou o secretário.
Complexidade no combate às chamas
O secretário também explicou os motivos pelos quais a extinção de focos de incêndio em depósitos de resíduos sólidos é um processo complexo e lento. Segundo ele, o material acumulado queima internamente, dificultando a ação das equipes de controle.
“Fogo em área de destinação de material não apaga fácil, é igual a incêndio em combustível. Ele fica queimando por baixo e, às vezes, você controla na superfície, mas ele não apaga definitivamente até que venha uma chuva volumosa”, informou Augusto Peres Arruda.
Ainda conforme a secretaria, o Corpo de Bombeiros já prestou orientações técnicas em situações semelhantes ocorridas no local. A recomendação padrão repassada pelas autoridades de resgate em eventos desse tipo é focar na proteção e remoção de pessoas e animais da área afetada até a neutralização gradual das chamas, diante da ineficácia do combate superficial de água em grandes montantes subterrâneos de lixo.
A Prefeitura reforça que o ato de atear fogo em resíduos sólidos configura crime ambiental e coloca em risco a saúde pública. O caso segue sob acompanhamento.
Por Redação Jornal Serralitrense — 20/09/2026 — 13h30




