PRODUTORES DE QUEIJO MINAS ARTESANAL RECEBEM CERTIFICADO DA UNESCO NA EXPOQUEIJO BRASIL COM DESTAQUE PARA SERRA DO SALITRE

Documento oficial que eleva o modo de fazer tradicional a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade é entregue às dez regiões mineiras; comitiva de Serra do Salitre celebra conquista histórica.

A ExpoQueijo Brasil 2026 foi palco, na tarde desta sexta-feira (26), de um dos momentos mais marcantes e simbólicos da história da gastronomia e da cultura mineira. Representantes das dez regiões oficialmente reconhecidas como produtoras do Queijo Minas Artesanal receberam as cópias oficiais do certificado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que chancela os modos de fazer do produto como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

A solenidade de entrega, promovida pelo Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), marcou o primeiro grande encontro dos produtores após o reconhecimento internacional definitivo, concedido pelo comitê global da Unesco em dezembro de 2024.

Destaque e orgulho para a comitiva de Serra do Salitre

A região produtora de Serra do Salitre teve uma participação vibrante e de extrema representatividade no evento. A comitiva serralitrense contou com a presença ilustre dos proprietários da renomada Queijaria MH e da consagrada Queijaria Reis Moreira. Os produtores locais foram acompanhados de perto pela Secretária Municipal de Cultura, Esportes e Comunicação, Mariney Ribeiro, que celebrou o recebimento do documento internacional como um divisor de águas para o reconhecimento econômico, turístico e cultural do município.

De acordo com a administração municipal e as lideranças do setor, a entrega realizada na ExpoQueijo contemplou diretamente as queijarias presentes na comitiva, mas o reconhecimento se estende a toda a cadeia produtiva local. Foi enfatizado oficialmente que os demais produtores de Serra do Salitre que também já são devidamente credenciados e certificados na produção do autêntico queijo artesanal receberão seus respectivos certificados da Unesco em futuras participações e solenidades exclusivas em eventos dedicados ao setor.

Um marco histórico para a cultura e gastronomia do Brasil

O reconhecimento da Unesco configura-se como um marco histórico inédito para a culinária do país, sendo a primeira vez que os modos de fazer de um alimento brasileiro passam a integrar a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A aprovação histórica ocorreu originalmente durante a 19ª Sessão do Comitê para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, sediada em Assunção, no Paraguai.

Fabricado há cerca de trezentos anos a partir do manejo tradicional do leite cru, o Queijo Minas Artesanal consolidou-se como o maior símbolo da identidade mineira. Atualmente, o produto está presente em 106 municípios mapeados e distribuídos nas dez regiões caracterizadas do Estado. Vale lembrar que, desde o ano de 2008, o modo de fazer do queijo já era registrado nacionalmente como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).