A Prefeitura de Serra do Salitre, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, deu início a um cronograma de manejo arbóreo nas avenidas Brasil e Estados Unidos. A ação envolve a retirada de exemplares antigos e a posterior substituição por espécies apropriadas para o ambiente urbano.
Nesta semana, os trabalhos se concentram na Avenida Estados Unidos, onde duas árvores estão sendo removidas. Segundo a pasta, outras duas já haviam sido retiradas no ano passado, seguindo um planejamento gradual para a renovação do paisagismo local.
Segurança e infraestrutura como prioridade
De acordo com o Secretário de Meio Ambiente, Augusto Peres, a decisão não foi tomada de forma isolada, mas baseada em laudos técnicos e em uma forte demanda popular.
“Os vizinhos das avenidas chegaram a organizar um abaixo-assinado solicitando a retirada dessas árvores. O porte atual é inadequado para a área urbana, o que vem causando danos severos ao calçamento, à rede elétrica e até mesmo à rede de esgoto, colocando em risco o patrimônio dos moradores”, explicou o secretário.
A administração municipal confirmou que a intenção é realizar a substituição de todas as árvores que apresentam esses problemas, mas o processo será feito de maneira pausada (“aos poucos”) para minimizar o impacto visual e ambiental imediato.
O Problema do Ficus Benjamina na Urbanização
Uma das principais espécies que motivam essas substituições em áreas urbanas é o Ficus benjamina. Embora seja uma árvore visualmente atraente e de crescimento rápido, seu plantio em calçadas é amplamente desaconselhado por especialistas em botânica e engenharia urbana.
Por que o Ficus não é recomendado?
O uso dessa espécie em cidades gera uma série de problemas estruturais:
- Raízes Agressivas: O sistema radicular do Ficus é extremamente invasivo. As raízes “procuram” água de forma agressiva, destruindo tubulações de esgoto, rompendo calçadas e abalando fundamentos de muros e casas.
- Porte Gigantesco: Em seu estado natural, o Ficus pode atingir até 30 metros de altura. Embaixo de fiações elétricas, isso exige podas drásticas constantes, que podem adoecer a árvore e causar quedas de galhos.
- Riscos de Queda: Por ter raízes superficiais e uma copa muito densa, a árvore torna-se instável em solos compactados de cidades, representando perigo durante tempestades.
Planejamento e Sustentabilidade
A Secretaria de Meio Ambiente reforça que o corte será seguido pelo plantio de espécies adequadas, que possuem raízes profundas (não superficiais) e porte compatível com a fiação elétrica, garantindo sombra e purificação do ar sem causar prejuízos à infraestrutura da cidade.
Fonte: Secretária Municipal de Meio Ambiente
