POLÍCIA CIVIL CONCLUI QUE ERRO EM FARMÁCIA CAUSOU MORTE DE MORADORA DE SERRA DO SALITRE

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou o inquérito sobre a trágica morte de uma mulher de 59 anos, residente em Serra do Salitre, intoxicada após ingerir uma substância vendida erroneamente por uma farmácia de manipulação em Patrocínio, no Alto Paranaíba.

As investigações confirmaram que o estabelecimento entregou ácido bórico no lugar de manitol — um diurético comumente utilizado no preparo de exames de colonoscopia. O erro resultou em uma intoxicação exógena grave que vitimou a moradora de Serra do Salitre e afetou outras seis pessoas.

Entenda o caso: Troca de substâncias e negligência

Em meados de junho de 2025, sete pacientes apresentaram sintomas severos de intoxicação após a ingestão do produto. Segundo a PCMG, a falha ocorreu durante o processo de fracionamento na farmácia.

  • O erro humano: Imagens do sistema de segurança flagraram o momento em que um funcionário retirou o produto errado da prateleira.
  • Falta de conferência: O colaborador fracionou dez frascos de ácido bórico sem conferir as etiquetas de identificação, disponibilizando o material tóxico para venda como se fosse manitol.
  • Vítimas: Além da moradora de Serra do Salitre que veio a óbito, outras cinco pessoas tiveram lesões confirmadas pela ingestão da substância.

Indiciamentos e Responsabilidades

A conclusão do inquérito aponta responsabilidades tanto para quem manipulou o produto quanto para os supervisores da unidade.

EnvolvidoIndiciamentoMotivo
FuncionárioHomicídio culposo e lesão corporal culposaErro direto no fracionamento da substância.
Farmacêuticos ResponsáveisHomicídio e lesão corporal culposa (Majorados)Omissão no dever de fiscalização e controle.

“A negligência no processo de conferência foi determinante para o desfecho fatal da moradora de Serra do Salitre e para o ferimento dos demais pacientes”, aponta o relatório da Polícia Civil.

Próximos Passos

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi oficialmente encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento ao processo criminal. A comunidade de Serra do Salitre e região aguarda agora as decisões judiciais sobre o caso que chocou o Alto Paranaíba pela gravidade da falha farmacêutica.